Liga da Justiça


Chegue debaixo de grande desconfiança. Apesar do sucesso de Mulher-Maravilha, o desempenho no mínimo duvidoso de Homem de Aço e Batman Vs Superman  deixou  público com o pé atrás. Ao menos a desesperança combina com o mundo em que os personagens estão inseridos.

Mundo morreu com ele. Enquanto isso, Bruce Wayne (Ben Affleck) tenta se preparar para a ameaça anunciada no longa anterior. O ataque iminente de um inimigo que ameaça dominar o planeta inspira a união inédita de uma super-equipe formada por Batman, Mulher Maravilha (Gal Gadot), Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e Flash (Ezra Miller).

Liga da Justiça se passa no mundo que sofre as consequências das batalhas anteriores mas não carrega o mesmo peso dos filmes anteriores. Equilibrar a gravidade anterior com tom mais aventuresco, para agradar um público mais extenso é o grande desafio do longa.

Falta de urgência da ameaça, o Lobo da Estepe (voz de Ciarán Hinds) é a maior ameça que o mundo já enfrentou, capaz de mobilizar humanos, atlantes e amazonas. Entretanto, a destruição que ele traz tem menor impacto que a luta entre Zod e Superman, por exemplo. Seu visual completamente feito por computação gráfica também não ajuda a torná-lo ameaçador, é bem feito, mas tem pouca personalidade. Colocando o personagem na mesma categoria que os vilões da Marvel, na função de servir de escada para os heróis.

Com um desafio simples sobra espaço para trabalhar os heróis. Tempo mais que necessário, afinal são seis personagens a serem trabalhos individualmente e como grupo. O foco, é claro, está na Trinidade. Bruce se prepara não apenas para a ameaça, mas também lida com o sentimento de culpa pela morte do Superman. Diana precisa restabelecer seu espaço após um século de reclusão, empoderando ainda mais sua bem sucedida Mulher Maravilha. E o Superman bom, ele está ausente.

Ciborgue, tem uma relação interessante com as caixas maternas, objeto de desejo do vilão, mas tem pouco tempo para desenvolver os traumas que o tornaram atormentado. Menos sociável que sua versão para a TV, Barry Allen, o flash de Ezra Miller é responsável por boa parte dos momento cômicos. Já Mommoa, se encarrega de reconstruir a figura do injustiçado Aquaman para o grande público. Marrento, beberrão e aproveitando o carisma de seu intérprete, o personagem entrega o que promete e teria impressionado ainda mais, se os trailers não tivessem estragado a surpresa de suas melhores cenas de ação.

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