Sequenciamento do coronavírus


Recentemente, duas cientistas brasileiras se destacaram por terem feito parte da equipe que sequenciou o genoma do coronavírus em tempo recorde. O processo, que leva em média 15 dias, foi concluído em apenas 48 horas. Tais estudos são de suma importância para a saúde pública.

Medidas podem ser tomadas para conter a epidemia que já atingiu mais de 100 mil pessoas no mundo, contabilizando mais de 3 mil mortes.

Essas pesquisas colaboram para o desenvolvimento de vacinas, curas e testes diagnósticos mais precisos. E mais: pistas relacionadas à origem e evolução do vírus podem auxiliar na montagem do “quebra-cabeça” histórico do microrganismo, esclarecendo as mudanças de atividade ocorridas por mutações e trazendo indícios do que pode ocorrer futuramente.

Características variadas, como as físicas ou comportamentais. A partir do momento em que esse conjunto é “desvendado” com o uso de equipamentos de alta tecnologia, uma sequência representada por letras é exibida. O Sars-CoV-2, também chamado de coronavírus, por exemplo, tem aproximadamente 30 mil “caracteres” genéticos.

Análise, detalhes descobertos são disponibilizados em bancos de dados. Dessa maneira, países que forneçam esse tipo de informação contribuem com outros países em diversas partes do mundo – e o Brasil está exercendo um papel fundamental no cenário.

Genético, identificar com mais certeza de onde surgem os casos evidencia em quais situações as medidas de combate devem ser reforçadas. No caso do Brasil, o sequenciamento permitiu identificar que a mutação dos casos confirmados veio da Europa. Logo, as atenções se voltam a práticas de medidas preventivas certeiras, com foco em quem viaja para os locais já detectados por este e outros sequenciamentos.

Programa de vacina, em entrevista à revista The Scientist, é categórica: “Ter a sequência do genoma permite projetar vacinas com probabilidade de funcionar, com base no que sabemos sobre outros coronavírus. O sequenciamento do genoma é absolutamente crucial”.

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